Desejo

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

22:11

Há quem diga que mudam-se os tempos, logo, mudam-se as vontades. Talvez eu tenha certa concordância, deve ser pelo fato das minhas vontades não estarem numa plena linearidade com o meu psicológico. Me camuflar como pseudo-escritora tem me ajudado, e muito, confesso. Colocar no papel meus mais loucos devaneios é a prova de que tenho me surpreendido bastante, digo, surpreendido o meu próprio ego! Desejos são, deveras, plausíveis em toda a minha vivência. Desejo de viver intensamente! De superar meus medos e enganos. De surpreender quem jamais foi surpreendido. De me doar, e ser doado. Vontade de fazer sorrir o recuado. Talvez o desejo maior seja o de amadurecimento, não somente o meu, mas o do próximo. Por que é tão difícil colocar os pés no chão e encarar o real? Meu desejo de correr em plena chuva e encontrar as mais lindas orquídeas liláses permanece, idealizar um mundo não vivenciado é aparecentemente mais fácil, concordo. De fato, eu desejo a você um chá de realidade!
O meu céu sem estrelas

sábado, 18 de setembro de 2010

21:20

Hoje, por várias vezes abri essa página para postar. Só imagem. Nenhuma palavra. Não soube expressar. Talvez seja porque acordei assim, só retrato, aspecto e nada por seguinte. Consequência de uma noite mal dormida ou de uma ligação fora de hora no meio da madrugada. Ou adversamente, uma ligação fora de hora fez da minha noite um lapso de jactância. Pulo, porta, torneira. Enquanto a água jorrava, a aparência refletida no espelho era difamável. Exaustão. O pijama de ursinho cor-de-rosa ainda me trazia lembranças da infância de um passado tão próximo, quando eu já acordava pulando de felicidade à procura das minhas Barbies com roupinhas trocadas. E me fez imaginar o quanto a idade vai pesando nossa mente. Vontades diferentes, planos diferentes, enfim, sonhos diferentes. Me perguntei se eu deveria mesmo ter acordado daquele jeito, sem vontade de nada e com um certo cansaço mental. Não. Aquela era a resposta. Na verdade, era a resposta para muitas coisas que estavam acontecendo. O pior era continuar o dia quando o comecei deprimente sentimentalmente. Roupa de banho, piscina, sol. A minha solidão faz parceria com a piscina da minha casa, se eu estou meio "down" é pra lá que eu vou. Boa parte da tarde foi embora, levando junto o meu maravilhoso e companheiro sol. Mas antes, me dando o pleno prazer de observar o quão perfeito é sua despedida, ou melhor, notadamente nostálgico. Isso! Nos-tal-gi-a. Essa foi a palavra do dia. Não sei porque mas finais de semana são tão deprimentes para mim. Rezo para chegarem, e quando chegam não me satisfazem. Chegou a noite e eu continuei na beira da piscina, bem ali. Quietinha. A escuridão do céu transpareceu na água cristalina. Uma lua pequenina estava olhando para mim, fazíamos companhia uma a outra. Bem, pelo menos eu não estava sozinha. Senti uma certa identificação com a luazinha. Lá estávamos nós, cada uma em seu cantinho, eu, sozinha no meu mundo, e ela, sozinha no mundo dela. A observei, mas me parecia tão triste. Ou eu estava assim? Poxa, cadê suas companheiras estrelinhas? Cadê as minhas estrelinhas? O céu acinzentado mexeu comigo essa noite. Até eu perceber que era o meu céu que estava sem estrelas...
Gabriela, eu adorei muito ler os seus textos, isso me fez uma pessoa aberta e me emocionei muito mesmo. adorei muito mesmo, bjs ;* - mariaclara (irmã)
Gabi, goostei muitoo.
Que todas as jactâncias saiam da sua vida. Te admiro pelos seus textoos,
parabéens. Beijo do maldito :D
miiiiiguêe, amei seu texto :D
parabéns, eu sempre soube que você era mais inteligente que MUUUUITOS! ;)
beeeijinhos, love you. GR
Até mesmo quando tá sem inspiração acaba fazendo o melhor texto... amiga que texto foi esse ? Simplesmente perfeito, texto lindo. Bruna Miranda ♥
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As boas-vindas!

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

23:38

Não sou de falar dos meus devaneios. Muito menos de explanar sobre eles. Não vou negar que criei essa página pra mim por impulso, vontade do momento, loucura, também pode ser. Memórias fazem parte da minha vida a cada segundo, a cada olhar, cheiro ou pensamento. Voltam à realidade e tomam-me muito tempo do meu dia, porque a cada ação exercida, uma lembrança é colocada em evidência. Talvez seja isso. Eu vivo de lembranças. De gostos. De memórias. E eu ainda não descobri se isso é bom ou ruim, pelo fato de muitas vezes me desviar do real, do palpável, do agora. Talvez eu devesse dar mais valor ao que eu tenho no momento e deixar minhas lembranças aonde elas devem ficar: lá atrás, num passado próximo ou não. Mas vivo bem, obrigado. Quem não vive do passado? Aliás, quem não trás o passado para cada ação vivida no presente? É assim, não tem essa de que 'o que passou, passou'. O que passou, ainda permanece de algum jeito preso em nossos devaneios e lembrados em momentos menos esperados. E eu sigo assim, satisfeita por idealizar o meu futuro incluindo sempre o passado no meu presente, atitudes servem de lição. Como já diria um professor: 'Nada mais didático do que nossos próprios erros'. Errando ou acertando sempre podemos tirar algo de proveitoso de determinadas situações, e tenho aprendido muito com isso. Pois bem, memórias na minha vida são inevitáveis, inapagáveis e irrefutáveis.
"Mas a única função da memória é nos ensinar algo. Aprendemos suas lições, e isso basta. Toquemos para frente. Não vamos nos castigar com memórias amargas. Não vamos sofrer duas vezes, quando podemos sofrer apenas uma." Paulo Coelho
Gabi gostei muito do seu blog, parabéns! :D
Bjs ..
Yasmin Mello
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